25Setembro2017

A suprema tarefa

Vamos considerar outra palavra do nosso lema, o vocábulo “supremo”. “A tarefa suprema da Igreja é a evangelização do mundo”.

Se a evangelização do mundo é a nossa tarefa mais importante, então, quando é realizada uma Convenção Missionária deveríamos pôr tudo o mais de lado para nos fazermos presentes em todas as reuniões. Pois de outra maneira estaríamos dando o primeiro lugar a alguma outra coisa, e não creríamos que a obra missionária tem prioridade em relação às outras atividades. Mostraríamos, assim, pelas nossas ações, que damos o segundo lugar às missões. Além disso, se a evangelização do mundo ocupa o primeiro lugar, nesta casa deveríamos nos concentrar em contribuir para as missões, permitindo que outras pessoas, não dotadas dessa visão, contribuam para outros interesses. Sempre haverá muitas oportunidades para a obra nacional, porque sempre existirão aqueles que dão maior importância à obra interna. Muitos dos objetivos dignos em nossa própria nação serão devidamente atendidos, e isso porque somente uma maioria ficará interessada na tarefa suprema da igreja.

Se dermos à obra missionária o primeiro lugar, então contribuiremos mais para as missões do que para qualquer outra coisa. Se não for assim, é porque alguma outra coisa assumiu o primeiro lugar. Em nossa terra existem negociantes, e cada um deles dirige sua própria empresa. Ora, em todo empreendimento há algum departamento que consideramos mais importante do que todos os outros. Onde, pois, o empresário investirá a maior parte do dinheiro empregado? É claro, no departamento mais importante, porque ele quer ver o desenvolvimento do negócio. Assim também acontece com o Departamento de Missões.

Se a evangelização do mundo é uma das tarefas mais importantes da igreja, então devemos investir a boa parte dos nossos recursos nesse departamento mais importante. Doutra maneira não estaremos dando o primeiro lugar às missões, nem estaremos crendo que a evangelização do mundo é a tarefa suprema da igreja. Tenho conhecido pouquíssimos ministros do evangelho que realmente acreditam que a evangelização do mundo é a sua tarefa mais importante.

Isso me leva a dizer que cada igreja evangélica deveria gastar mais no trabalho das missões do que gasta consigo mesma. Isso é lógico. Se crermos que a evangelização do mundo tem prioridade, então devemos investir boa parte dos nossos recursos nas regiões distantes.

Mas alguém poderia perguntar: “Mas, e a sua igreja? O que dizer sobre a Igreja dos Povos, em Toronto, da qual o irmão é pastor? A sua igreja envia mais aos campos estrangeiros do que gasta consigo mesma?” Alegro-me em poder afirmar que jamais houve um ano, desde que me tornei pastor da Igreja dos Povos, em que eu tenha gastado mais conosco, em nossa terra, do que aquilo que temos mandado para os campos estrangeiros.

E se chegar um dia que os líderes da Igreja dos Povos resolverem gastar mais na obra nacional do que com a obra missionária, receberão minha denúncia, sem qualquer dúvida. Eu nunca seria pastor de uma igreja assim.

As dificuldades que algumas igrejas comuns encontram hoje são devidas ao fato de terem colocado o carro adiante dos bois, e em seguida pedido ao pastor que parasse de dirigir esse carro, tarefa naturalmente muito difícil. Se essas igrejas conseguirem reverter a ordem dessas coisas, aceitando o plano de Deus, chegarão a algum lugar, e o avanço será fácil. Busque primeiramente a extensão do reino de Deus pelo mundo inteiro, e todas as demais coisas lhe serão acrescentadas. O programa de Deus nunca falha!

Extraído de “O Clamor do Mundo“, Oswald Smith.